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"Me ama"

Diz que me quer e me ama,
Enquanto tá de pau duro.
Repete que me canoniza, me aclama,
Me coloca num pedestal,
Mas está longe de me ver em seu futuro.

Corre tuas mãos por meus seios, meu ventre,
Mas não ousa tocar-me a alma,
Beija suave, com calma,
Sabendo que me tens quando deseja,
Me possui e me condena.

Faz com que eu implore por alívio,
Traz orgasmos e gritos,
Mas de tantas noites e tantos gemidos
Jamais pôde despertar-me um sorriso.

Se lambuza de mim,
Cospe palavras de amor,
Faz juras eternas, promete não ter fim...

E ficamos enroscados,
Nesse ciclo eterno...
Nossas almas condenadas,
E eu o acompanho por todos os infernos.

Submissa a ti,
E não foi só na cama.
Me submeto a ti,
E você tenta jurar que me ama.

Mas que amor esquisito esse que me promete,
Me ama esta noite,
Me ama amarrada, calada,
Me ama sem me amar.

Coloca teu corpo sobre mim, mas não me sente por inteiro,
O amor que tanto jura se revela algo passageiro...
Me pune e castiga,
Mas não é capaz de tomar minhas dores,
Mesmo jurando tantos amores...

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Tormenta

Você é tormenta.
Tempestade sem precedentes,
Gotas rasgando a pele,
Ardentes.


Amor de verão,
Me aquece, me molha,
Faz ribombar o desejo,
Me toma de corpo, alma e coração...


Dedos hábeis, boca seca...
A respiração entrecortada,
A carícia... A posse...
Enquanto cada célula o deseja.


Ajoelhada diante de ti, sou Maria,
Amante, Mulher e Amiga...
Ajoelhada diante de ti,
Sou Maria virgem, dominatrix e submissa...


Algemada, com tanto a dizer,
Mas teus lábios são hábeis,
Calam os meus,
Tuas mãos me vendam da razão...


O açoite passeia pelo corpo...
Uma surra de desejo.
Sussurra que estou livre,
Mas te pertenço, e não pertenceria a nenhum outro...


Entre mordaças e carícias,
O mundo se cala.
E então nós gritamos,
Enquanto nossas almas se tocam e desabam...


Após o ápice, minhas mãos buscam as tuas...
Querendo conhecê-lo...
Olhando teus negros olhos,
Te espiando através dos cachos bagunçados...


Fui tola em afirmar,
Esse amor não é verão! 
Essa ânsia por ti,
Me perseguirá pela próxima estação...
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Tarde no inferno...

Tarde na igreja...
Me percorriam os cânticos,
E tuas mãos infernais.
Meus gritos falhos,
Encobertos pelos malditos corais...


O anjo na prateleira,
Não estava ali para me guardar...
Foi esse maldito serafim,
Com tuas asas minúsculas e ego enorme,
Que me julgou a vida inteira...


O corpo pesado.
Abafando minha alma...
Minha pele ardia e ele cuspia:
"Fique calma!"


A vovó de joelhos...
Rezando por qualquer alma que não era a minha...
Porque anjos estão ocupados demais.
Anjos cansados de proteger garotinhas...


Mas naquela tarde eu implorei...
E se algum anjo me ouvia,
Ele ria!
E repetia:
"Eu bem que avisei!"


Uma pequena pecadora,
Em hora e lugar errados...
E aquele homem com mãos de foice...
E os anjos assistindo enquanto o seu corpo era tomado...
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Noites de inverno.
Palavras calculadas,
Arrastando-me aos infernos.


O álcool gritando,
Palavras roucas e desconexas,
O sorriso quase psicótico,
E tudo girando...


O bar lotado, apertado...
A garganta seca,
A pele irritada,
Olhos marejados...


O vazio...
Um vazio que o álcool não preencheu...
A expectativa que não rendeu,
A euforia se revelando melancolia velada,
A distância, os calafrios...


A culpa.
Essa me tomou nesta noite...
As esperanças fajutas.
Acenar e concordar.
O açoite...


Ego inflamado e falso...
A necessidade de um abraço,
O gritar em sussuros,
Os versos obscuros...


As metáforas...
Malditas sejam!
A angústia,
A poesia mal interpretada,
O escandalo de dor, calado.


O corpo tão gélido quanto a alma.
As mãos machucadas e sangrando,
Nostalgia de tombos na lama...


E por fim...
O último suspiro.
A última investida contra a morte.
Em frente ao cemitério, 
Lágrimas de pessoas cansadas de serem fortes...


Cansada de escrever verdades,
A menina, covarde,
Se deixou levar pelas metáforas,
À sete palmos,
Onde a alma já não pulsa...
Onde os vermes a escutam...


Porque pessoas vivas,
Gritando dores,
Essas não são ouvidas.


E cadáveres,
Covas rasas e urnas...
Esses merecem remorso e flores...
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Você sabe meu nome...

A caminho do céu, 
A passos atordoantes,
Sendo arrastada,
Tirada a força do maldito fogaréu.


As estatuetas tão angelicais...
Guardando a entrada,
Seus olhos tão misericordiosos,
Quase me fazendo esquecer que eu estava ali para ser julgada...


Os anjos cantantes,
Estavam longe de ser um show de boas vindas...
As brasas, gritantes...
Cuspiam todos os pecados de minha vida...


E foram muitos, querido leitor...
Me deitei com o Diabo,
E, do fruto proibido, 
Eu lhe ensinei o sabor...


E mais parece paradoxo, 
Estar algemada aos portões do céu.
E, para todos os efeitos, 
Fui arrastada pelos sete véus...


Vocês já conhecem meu nome...
Nasci ao lado de uma macieira, e eu estava sempre com fome...
Fui de flor botânica
À musa satânica...


Condenada por alimentar meu próprio ego...
Com eles caminhando sobre meus ossos,
Repetindo que me levantar seria um erro...


E o Diabo, caro leitor...
Foi minha única opção...
Os anjos trouxeram dor,
Tão inatingíveis, todos com seus bons corações...


Me chame de bruxa, de vadia histórica.
Me questione se sinto culpa,
Me desacredite, como uma deusa folclórica.


Me jogue às chamas,
Me assista arder...
Depois me cubra de mentiras,
Sussurre que não tenho nada a temer....


E por fim, deseje o paraíso,
Com o teu olhar mais cínico...
Só não se esqueça que eu serei o Diabo,
Que te aguarda no sétimo círculo.
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Dois polos


Sinto teu olhar percorrer minha pele...
Ele me analisa sem discrição,
Sabendo que cada célula de meu corpo clama por ele.


Se aproxima, espreitando discretamente,
E, como um bom caçador,
Salta sobre mim, de repente!


Seu peso todo em minha alma,
Enquanto teus lábios roçam os meus,
Com calma...


Desce por cada terminação nervosa.
Enquanto tua língua me experimenta,
De maneira tortuosa.


Me toca de tal maneira...
Sem dizer uma palavra,
Me tortura por uma noite inteira...


Suas mãos demonstrando destreza.
Conhecedoras de meu corpo,
Dançam com convicção e certeza.


E quando as minhas buscam os lençóis,
Ele penetra em meus olhos...
Fazendo com que o mundo se cale, nos deixando a sós...


Ele tem novamente minha rendição,
Com tua língua que acompanha
Cada batida de meu coração...


Me preenche, invade meus sonhos,
E nessa conexão,
Nos rendemos, juntos.


Nesse ápice eu o sinto, por inteiro,
Desfruto de cada gota de teu ser,
Sem medo de que seja passageiro...


Calado, ele repousa em meu peito...
Enquanto acaricio os cachos
Deste Adonis com quem me deito.


-Você está quente - sussurra em meu ouvido.
Ao que não posso responder,
Me perguntando o que é que ele fez comigo...


Me vejo enroscada em teu abraço,
Com ele quase dormindo...
Me dando a certeza de que o tenho em meus braços...

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Violonista


O dedilhar teve início.
Os ouvidos da donzela se apuraram;
Reconhecendo as notas de teu vício...

O moreno acariciava os tendões do instrumento,
E a plateia uivava,
Aprovando o violão em seu estado de lamento...

As cordas gritavam sob a pressão.
Os dedos hábeis dançando, 
A menina pedindo uma trégua para o coração.

E no embalo da melodia,
A menina era embrenhada pelas notas.
E o moreno, sorria...

Mais do que noite de verão,
Aquele dedilhar suave a aquecia...
Vibrando em cada neurônio, sem exceção.

E via-se, de repente, sob teu toque...
Era agora o instrumento.
E nela tocava desde bossa nova aos clássicos do Rock.

Era aquecida e acariciada...
E não tinha nada a temer,
Sem culpa por toca-ló e por ele ser tocada.

Em seu olhar, estava o calor daquele gingado...
E com Tom Jobim em seu ápice,
Os dois pediram trégua, suados...

Mas, além de tempestade, 
O moreno era calmaria...
Era alvorada e fim de tarde.

E, depois do vendaval de vibrações,
Poderia repousar em teus braços.
Ainda com resquícios de melódicas sensações...

Mas me diga, violonista:
Iria para o Inferno comigo? 
Para longe de qualquer amor consumista?

E se eu lhe arrastar por meu submundo,
Ainda amará minha essência?
Com teu amar mais profundo?

Será que o Diabo aprova,
Que os opostos se unam?
Em poesia e bossa nova?

Sentia-se amarrada por teu olhar.
Enaquanto ele jurava amor,
Por uma bruxa que não era capaz de amar...
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Traga-me teu coração...


O silêncio ecoou por toda a floresta.
E, aproveitando o paradoxo,
A bruxa também se amoitou, quieta.
O canto dos pássaros, o balançar das copas...
Tudo havia ido embora de repente,
Restaram apenas suas esperanças, quase mortas.
Um estranho ser se movia entre as folhagens,
E quando sua face despontou em meio ao verde,
A feiticeira perguntava-se se não passava de uma miragem...
Ele caminhou como se fosse seu Cristo, 
O coração dela já desconfiado,
Analisando o tamanho dos riscos...
Os olhos dela alucinavam-se com os traços do rapaz,
E ele demorava-se com os passos,
Trazendo no olhar um brilho sagaz;
Aos poucos, foi se afastando dos arbustos,
Os lábios sedentos,
A língua que pedia por um passeio por teus músculos...
Mas ao olhar com mais atenção, um choque:
A marca que se escondia nas costas do anjo,
Lhe davam a certeza de que ele não pertencia àquele bosque.
Perguntava-se se ele estaria ouvindo tua respiração,
Se ele viera para tortura-la,
Ou se estava apenas em busca de outra distração;
“O que o traz ao meu lar?” – indagou
O anjo permaneceu imóvel,
A mulher, agora com agressividade, retrucou:
“Esse bosque é sagrado! Trate de tomar seu caminho!”
Mais silêncio,
A resposta que obteve foi um travesso risinho.
O anjo grudou teus olhos na mulher...
E naquele instante ela soube.
Não era um carcereiro qualquer.
Era o homem que havia tomado a sua dor!
O anjo que a resgatara das chamas...
Que assumiu sua pena por amor!
Recordava-se da última vez que fitara os globos verdes...
Ele implorava para que ela fugisse,
Enquanto teu sangue jorrava por toda a cidade...
Não sabia ao menos o nome de teu salvador;
Mas criara imagens heróicas,
Escrevendo cartas e cantos de amor...
Foi tola a bruxa, sem mais nem menos...
Amou de tal maneira, 
Que deixou teu amor pegar carona nos frios ventos...
Agora ele estava bem ali, real.
Teus traços marcantes,
Os braços a prendendo ao corpo, quase de forma brutal.
Mas ela não queria escapar desse abraço.
Queria ser pega de surpresa,
Ver-se embrenhada em teu colo para repousar de teu cansaço...
Pediu que o anjo a desse uma carona em tuas asas;
Juntos voariam para longe,
Encontrariam algum outro bosque para chamar de casa...
Agarrada ao perfume do amado,
Sentiu algo queimar em teu peito:
Seria aquilo teu amor esparramando?
Mas estava longe disso.
A seda branca colada à tua pele agora era vermelha...
Ela sangrava e ele não continha o riso.
Apesar do espanto em sua face, já esperava tal ato.
A bruxa mais uma vez fora seduzida,
Para depois se ver vítima de um qualquer estelionato.
Com tudo se tornando borras à tua volta,
Pode vislumbrar uma última vez a perfeita silhueta.
Como pode ser tão fácil para ele lhe dar as costas?
Mas ela não chorava pelo amor traído...
Lhe doía vê-lo carregar teus livros,
Juntamente com teu legado que logo seria esquecido...
Suas lágrimas se misturavam à terra,
Era um lobo deixado para morrer;
Mas não sabiam que sozinha não uiva, ela berra!
E agora todos podiam ouvir teus pesares.
Tua sede por vingança se alastrando,
Se fazendo sedenta em outros falsos amores...
“Você me deu a tua palavra” – foi a acusação.
E a sentença seria logo alcançada,
Pois a bruxa agora queria, de fato, o seu coração!
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Nasci bruxa e não para agradar...

Tudo havia começado na noite anterior. 
Perguntaram se tinha cortado as madeixas, 
Mas era a sua aura que já não tinha mais pudor. 

A menina agora já não era mais feita de traquinagens,
Erguia os punhos por teu povo.
Não se sentia a mesma, pois agora assumia sua origem.

A criança nascida do próprio inferno, 
Destinada a concretizar a justiça, 
Até para aqueles que se colocavam em pedestal eterno. 

Com tua lâmina fazia com que temessem teu nome. 
Era conhecida como “Dama da vingança”, 
Aquela que seduzia e depois carregava as almas para teu Diabo com fome.

Mal sabiam eles que não havia por trás da dama um cavalheiro; 
Ela se tornava sua única meretriz,
E também era o próprio rei traiçoeiro.

Mas se eu lhe contar, guarde segredo... 
Pois nenhum mortal ousaria dizer, 
Que esta bruxa já teve também um dia medo. 

Costumava amoitar-se em qualquer canto,
Sabendo que o teu amor a consumiria, 
Colocando-se antecipadamente em prantos. 

Esses dias faziam com que ela parecesse em perigo. 
Querendo alguém que a aconchegasse, Um estranho a quem pudesse chamar de amigo...

Mas os amigos pareciam escassos agora. 
Eles davam suas palavras, 
Mas palavras que eram só da boca para fora... 

Como podia ser tão fácil brincar com teus sentimentos? 
Depositando amor em palavras 
E depois espalhando-as ao vento... 

A bruxa queria explicações, 
Queria fazer justiça; 
Impedir que tal traição fosse usada contra outros corações! 

Mas queria também proteção, 
Um abraço caloroso 
Em que pudesse repousar teu coração. 

E naquela noite a amiga “Sônia” resolveu ficar... 
A menina era ouvida por ela,
Que também tinha muito a falar. 

Mas “Sônia” gostava de conversar por cartas. 
Oitenta e duas folhas ao todo, 
Uma lista de coisas de que ela já estava farta! 

Número um: os amores que faziam sangrar... 
Amores consumistas, 
Como fogo consumiam a vida que ela dava ao amar. 

Número dois: o medo e a insegurança; 
Esses já entravam sem pedir licença, 
Desde que a bruxa era apenas uma criança... 

E por fim: a confiança que colocava em todos. 
Mesmo que soubesse dos riscos, 
Ela tendia a dar mais ênfase ao querer dos “amigos”. 

E por isso havia perdido sua essência. 
Sua rebeldia e insubordinação 
Sendo diminuídas à mera “falta de decência”. 

Mas agora os tempos eram outros... Retomava teu posto como vingadora. 
Tua aura de coragem sendo restituída aos poucos.

Não seria outra vez domada por aqueles meros mortais. 
Tinha consciência agora de sua grandeza, 
Sabia que teus golpes não só os feriam, mas poderiam ser fatais. 

E prometeu que usaria isso a seu favor... 
A bruxa não iria mais batizar teu sofrimento, 
Nem a traição, com o estranho nomo de “Amor”.
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Olhos de Ônix


Ouviu baterem à porta, ainda sonolento.
Foi esgueirando-se pelos cômodos:
Na entrada, uma musa com seus cabelos ao vento.

Esfregou os olhos. Já não sentia mais a ventania.
Era lentamente aquecido,
Por aquela donzela de alma sombria...

Ela, não pediu licença ao entrar;
Sabia o quanto ele havia esperado,
Sonhando com a noite em que poderiam mais uma vez se amar.

Devorava com seus olhos cada centímetro de tua pele dourada;
Ele vestido da cabeça aos pés,
Enquanto sua alma era lentamente despida...

Ela não desviava o olhar um segundo sequer.
Preciosas pedras Ônix:
Pertenciam à dona da noite, à menina mulher!

As linhas de teu corpo formando mapas secretos.
Os cabelos enroscando-se ao corpo, 
Os lábios, estranhamente quietos...

Nenhuma roupa lhe servia.
Banhava-se em coragem,
Despia-se de mágoas e sorria!

Teu perfume o deixava embriagado.
Ela trazia o suor de um povo,
O perfeito aroma de um anjo renegado.

Estava nua, de corpo e alma.
Queria ter tempo para explicar,
Sussurrar para que ele mantivesse a calma...

Mas ele saltou como o próprio Leão de Nemeia,
Atacando sua carne...
Ensinando aos leigos como se fazia uma Odisseia...

Amaram-se como se nunca tivessem feito isso antes...
A Lua era a testemunha, 
Na janela, berravam os ventos uivantes.

Os dedos entrelaçados...
Os sabores de duas almas dançavam,
Os corações batendo em orquestra, abraçados...

Mas ele sabia que era casto seu tempo com ela...
Preparava-se para ver a dama partir,
Levando consigo o calor, saindo na encolha pela janela...

E sem ela, padeceria...
Suas noites voltariam ao normal,
Numa mórbida calmaria.

Mas a bruxa não podia ser domada.
E ele não queria vê-la dócil,
Pois se apaixonara pela aventureira destrambelhada....

Então deixou que ela voltasse para selvageria...
Abriu os olhos, agora de fato consciente;
Seus sonhos com a bruxa, teriam que esperar até outro dia...
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